
Alan Greenspan, economista que conduziu a política monetária dos Estados Unidos durante seus cinco mandatos como chair do Federal Reserve – o Banco Central americano -, sob quatro presidentes, morreu aos 100 anos, informou a NBC News nesta segunda-feira, 22.
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A informação foi revelada pela esposa de Greenspan, Andrea Mitchell, que também é correspondente-chefe de assuntos internacionais da canal de televisão americana.
Em comunicado, Mitchell afirmou que o ex-chair do banco central americano faleceu de complicações da doença de Parkinson. Os dois foram casados por 29 anos.
“Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, diz parte do comunicado oficial.
Greenspan foi nomeado como chair por Ronald Reagan, em 1987, cargo em que esteve pelos próximos 18 anos e meio, o segundo mais longo à frente do Federal Reserve no país. Seu mandato expirou em 2006, sob a administração de George W. Bush.
Greenspan é natural de Nova York, cidade onde iniciou a carreira de economista e lecionou na Universidade de Nova York, na década de 1950. Paralelamente, foi presidente e diretor da empresa de consultoria econômica Townsend-Greenspan & Co., que ajudou a administrar por 21 anos.
Ele atuou como diretor de pesquisa de política interna na campanha presidencial de Richard Nixon em 1968 e foi seu conselheiro em tempo parcial após sua posse.
Em 1974, último ano do governo Nixon, Greenspan tornou-se presidente do Conselho de Assessores Econômicos do Presidente e permaneceu no cargo durante todo o mandato do presidente Gerald Ford.
Ele retornou ao seu trabalho de consultoria econômica após a derrota de Ford em 1976 e continuou até sua nomeação para o Fed.
Apesar de sua carreira hoje considerada como icônica, sua trajetória teve grandes obstáculos. Sua recente posse no banco central dos EUA em 1987 ficou marcada pela “Segunda-feira Negra”, dia em que o Dow Jones despencou 22%.
No entanto, Greenspan garantiu apoio ao sistema financeiro, o que reanimou o mercado a se reerguer rapidamente.
Foi durante o seus anos de mandato que a economia dos EUA enfrentou grandes expansões, com desemprego a menos de 4% e superávits orçamentários.



