
Por João Teles
Festa Junina é tradição no Nordeste; a festividade popular brasileira, que ocorre durante o mês de junho, celebra santos, como Santo Antônio, São João e São Pedro.
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Mas há quem considere que ela está moderninha demais, cheias de falsos símbolos e penduricalhos. Mas há um certo exagero nisso, nesse tipo de pensamento.
Primeiro, que o tempo mudou e precisa mudar. Nada tem como ficar parado, a vida toda. Se as quadrilhas, as fogueiras, os trajes caipiras ainda existem, o que precisaria ser acrescentado?
Os portugueses trouxeram pra cá a brincadeira e ela espalhou-se pelo Nordeste inteiro, fazendo assim a alegria de brincantes, músicos e outros artistas.
Há na festa também elementos indígenas e africanos, que deram mais vida às atrações. As gostosuras da festa são canjica, pamonha, pé de moleque, milho assado e cozido e quentão, além de muitas outras.
A festa, claro, gera emprego, renda e dá oportunidade a trabalhadores, como motoristas, taxistas, motociclistas, pequenos comerciantes, produtores e outros.
Como o povão gosta muita dessa festança, há municípios brasileiros em que a fuzarca comece logo em maio e, às vezes, entra até em julho. Como dá pra ver, a popularidade do folguedo é incontestável.
E há algo interessante sobre a festança: ela é mistura boa de música, dança, religiosidade e até teatro, “sendo uma das expressões mais ricas do folclore nacional, especialmente no Nordeste, onde ganha dimensões grandiosas”, diz o relato histórico.
E por que em alguns municípios, mesmo do Ceará, a festa não dá certo? Muitas vezes falta logística, vontade política, iniciativa do poder público a até vocação. Existe locais que não nasceram pra festa. Já outros, transformam tudo em momentos de felicidade e até de faturamento.
Outro destaque: pessoas do povo fazem da festa algo mais gostoso e motivador. Nas comunidades sempre tem um animador, que compra tecido, leva pra costureira, ajuda a cortar, costurar, pregar botão, cerzir, etc.
São essas pessoas que levam o fardo nas costas e fazem a diferença, quando o assunto é animar, ajustar, acompanhar, convocar… Viva, pois o espírito festeiro do nosso estado e do Nordeste brasileiro!
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