
O Congresso Nacional vive um recesso informal às vésperas do período oficial de descanso parlamentar, previsto para o dia 18 de julho.
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O esvaziamento das Casas ocorre devido à priorização de sessões remotas, o que permitiu que deputados e senadores se dedicassem às pré-campanhas eleitorais em seus estados.
Além do calendário eleitoral, a crise política gerada pelas investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master contribuiu para o baixo quórum em Brasília.
O clima de cautela atingiu lideranças tanto do governo quanto da oposição, travando debates sobre vetos presidenciais e a liberação de créditos orçamentários.
O principal reflexo dessa paralisia é o adiamento da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), peça essencial para o planejamento financeiro do próximo ano.
Sem a aprovação do texto exigida pela Constituição, o Legislativo deve entrar em um “recesso branco”, suspendendo sessões deliberativas sem declarar feriado formal.
Pautas de forte apelo social, como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, também perderam fôlego e foram empurradas para o segundo semestre.
A expectativa é que o retorno efetivo das votações presenciais e a análise de projetos polêmicos ocorram apenas a partir do dia 3 de agosto.
