
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 13, que o Brasil precisa “brigar” para defender seus interesses comerciais e promover novos modelos de combustível.
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A declaração ocorre a dois dias do prazo final para os Estados Unidos decidirem sobre a aplicação de um tarifaço de 25% contra produtos brasileiros.
Durante agenda em São Caetano do Sul (SP), o petista mencionou o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmando que o líder estrangeiro não acredita na questão climática.
Apesar da pressão, o governo brasileiro decidiu manter uma estratégia de negociação técnica, sem oferecer concessões em áreas consideradas estratégicas, como o etanol.
O Palácio do Planalto trabalha com o cenário de confirmação das taxas como o mais provável, baseando-se em sinais negativos vindos de Washington.
Autoridades de comércio dos EUA indicaram recentemente que ainda existe uma “grande distância” para que um acordo definitivo seja firmado entre as duas nações.
Auxiliares de Lula também avaliam o impacto político de um possível adiamento das tarifas, que poderia ser usado como narrativa eleitoral pela oposição.
O governo brasileiro reforça que manterá o diálogo até o último momento, mas reitera que as sobretaxas não possuem justificativa técnica ou econômica.
