
A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) e institutos renomados, como Datafolha e Ipec, criticaram a proposta do TSE de criar um selo para premiar quem “acertar” o resultado das urnas.
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Para as entidades, a iniciativa confunde ciência com prognóstico, uma vez que as pesquisas diagnosticam apenas a intenção de voto no momento da entrevista.
A proposta foi apresentada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, durante reunião nesta terça-feira, 14.
O “Selo Acurácia Eleitoral” reconheceria honorificamente as empresas cujas estimativas apresentassem maior proximidade com os votos oficiais apurados no dia da eleição.
Especialistas alertam que a medida pode criar um “incentivo perverso” no setor.
Segundo a ABEP, empresas sem rigor metodológico poderiam manipular seus dados na reta final para convergir ao consenso do mercado, visando apenas conquistar a certificação da Justiça Eleitoral.
Os institutos defendem que a qualidade de um levantamento deve ser avaliada pela transparência e pela metodologia aplicada, e não apenas pelo resultado final.
O TSE abriu um prazo até a próxima sexta-feira, 17, para que as empresas enviem sugestões e críticas ao texto da resolução.
