
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira, 17, que só se manifestará sobre o novo “tarifaço” dos Estados Unidos após um pronunciamento oficial de Donald Trump.
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O petista declarou que pretende provar à sociedade brasileira que a verdade prevalecerá nas negociações e que ninguém ganha o debate “mentindo”.
Apesar da sinalização inicial de acionar a Lei de Reciprocidade, o governo brasileiro adotou uma postura de cautela para evitar uma escalada nas sanções.
Aliados de Lula avaliam que uma retaliação imediata poderia servir de pretexto para a Casa Branca ampliar ainda mais as taxas sobre produtos nacionais.
O chanceler Mauro Vieira classificou como “inaceitáveis e ofensivas” as declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que acusou o Brasil de má-fé.
O Itamaraty defendeu a transparência do sistema Pix e reiterou que as novas sobretaxas de 25% não possuem lastro na realidade econômica.
No cenário interno, a crise comercial aprofundou a disputa política entre oposição e situação.
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) responsabiliza a gestão atual pelo desgaste diplomático, o Planalto acusa aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de incentivarem as medidas protecionistas dos EUA contra o próprio país.
