
A nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira, 22.
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Embora o governo americano tenha concedido exceções a mais de 2 mil itens, o setor de calçados permanece como um dos segmentos mais atingidos pelas novas barreiras comerciais.
O Ceará, atual líder nacional na exportação de calçados em volume de pares, enfrenta um cenário de incerteza quanto à sua competitividade global.
No primeiro trimestre de 2026, o estado comercializou mais de 8 milhões de pares para o exterior, movimentando cerca de US$ 42 milhões em receitas.
O mercado norte-americano absorveu aproximadamente 46% de toda a pauta exportadora cearense em 2025, totalizando mais de US$ 1 bilhão em negócios.
Entidades como a Abicalçados alertam que a sobretaxa pode inviabilizar operações de exportação e favorecer concorrentes asiáticos que possuem condições tributárias mais vantajosas.
Diante do novo ciclo protecionista, especialistas da Fiec defendem a diversificação urgente de mercados para reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos.
A infraestrutura do Complexo do Pecém e a busca por novos acordos internacionais tornam-se fundamentais para preservar os milhares de empregos gerados pelas fábricas locais.
