
Por Pierre Barreto
Faltam praticamente 2 meses para o 1º turno das eleições, com destaque para o pleito presidencial. Um total de 158,7 milhões de eleitores (52,8 % mulheres) compõem o atual eleitorado brasileiro.
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Como todos sabem, serão votados deputados estaduais, federais, senadores, governadores e o presidente da República.
Todas as pesquisas realizadas até o momento mostram que continua a polarização na eleição presidencial. Os candidatos alternativos de direita possuem pontuação muito baixa.
A eleição deverá ser decidida entre o desafiante Flávio Bolsonaro (PL) e o incumbente presidente Lula (PT).
Em decorrência do grande tempo do PT no poder e das muitas críticas sobre o modelo lulista de governar, comenta-se que esse fator terá expressivo peso eleitoral.
Talvez possua até mais importância que o candidato de oposição, cujo currículo é extremamente negativo.
A grande votação de Flávio, que torna a eleição competitiva, vai ser a soma dos bolsonaristas radicais com os eleitores que rejeitam Lula.
Pesquisas recentes dos institutos mais confiáveis, consolidados no agregador Rali (Globo/Instituto Locomotiva), mostram vantagem do presidente Lula.
O petista aparece com 46,5% das intenções de voto no 2º turno contra 40,9% de Flávio (vantagem de 5,6%). Sua rejeição tornou-se menor e a aprovação do governo é maior que a desaprovação.
Os resultados foram reforçados pelas rodadas mais recentes das pesquisas Datafolha e Genial/Quaest, divulgadas neste mês de julho.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, os programas populares de Lula começam a produzir resultados. É o caso do Desenrola, da redução do IR e do fim da Jornada 6×1.
Os relativos bons números de economia (baixa inflação, reduzido desemprego e aumento do PIB), apesar do tarifaço e da Guerra do Irã, também têm contribuído para a melhoria da imagem governamental.
Novos acontecimentos, por outro lado, prejudicaram o candidato de oposição.
O filme Dark Horse com dinheiro de Vorcaro (Banco Master), o vídeo de Michelle e a carta de Bolsonaro, a título de exemplos, pioraram a avaliação de FB. Fábio não tem nem o apoio do Centrão.
Favorito não é necessariamente vencedor, igual à corrida de cavalo e jogo de futebol. Mas é muito natural, no entanto, que as apostas eleitorais convirjam para Lula.
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