
As contas externas do Brasil apresentaram uma melhora expressiva em junho, com o déficit em transações correntes recuando para US$ 2,3 bilhões.
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O resultado, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira, 28, representa menos da metade do saldo negativo registrado no mesmo mês do ano passado.
O desempenho foi impulsionado pelas exportações de bens, que atingiram o recorde histórico de US$ 36,4 bilhões, uma alta de quase 25%.
Esse volume garantiu um superávit comercial de US$ 8,8 bilhões no período, compensando o aumento das importações.
A atração de capital estrangeiro para o setor produtivo também foi destaque, com os investimentos diretos no país (IDP) somando US$ 9,1 bilhões no mês.
No acumulado de 12 meses, o déficit externo brasileiro equivale agora a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB), uma recuperação frente ao patamar de 2025.
Em contrapartida, a conta de serviços teve um aumento no déficit devido aos maiores gastos de brasileiros com viagens internacionais e transportes.
Já as reservas internacionais fecharam o mês em US$ 367,6 bilhões, refletindo variações cambiais e a atuação do Banco Central no mercado de dólar.
