
A dívida do setor público consolidado atingiu 81,9% do PIB em junho, totalizando R$ 10,8 trilhões, segundo dados do Banco Central.
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Sob o atual governo Lula, o indicador já avançou 10,2 pontos percentuais em relação ao patamar registrado no fim de 2022.
Este é o maior nível de endividamento desde abril de 2021, aproximando-se do recorde histórico observado durante a pandemia.
Pelo critério do Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida brasileira chega a 95,8%, valor bem superior à média das economias emergentes.
O aumento é impulsionado pela expansão das despesas públicas, incluindo reajustes reais do salário mínimo e o pagamento de precatórios atrasados.
Além disso, a retomada de pisos constitucionais para saúde e educação atrelados à receita também contribuiu para a pressão sobre as contas.
Especialistas alertam que o alto endividamento pressiona a taxa de juros e restringe a capacidade de crescimento sustentado do país.
O mercado financeiro defende que o governo foque em cortes de gastos para garantir a solvência e atrair a confiança de investidores.
