
O ministro Bruno Dantas oficializou, nesta segunda-feira, 31, seu pedido de saída antecipada do Tribunal de Contas da União (TCU).
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O magistrado, que poderia permanecer na corte até 2053, decidiu encerrar seu ciclo no tribunal para se dedicar a novos projetos na iniciativa privada.
Em comunicado, Dantas afirmou que pretende atuar em áreas estratégicas e manter sua dedicação à vida acadêmica e ao debate público.
Interlocutores indicam que o agora ex-ministro negocia com escritórios de advocacia e empresas de defesa, como a Avibras, controlada pelo grupo J&F.
A renúncia abre uma vaga de indicação exclusiva do Senado Federal na composição da corte de contas.
O nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), é o mais cotado para assumir a cadeira deixada por Dantas, mantendo a tradição de indicações políticas da Casa.
Bruno Dantas ingressou no TCU em 2014 e teve uma trajetória marcada por passagens pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Ele ressaltou que a rotatividade nos altos cargos é uma virtude republicana e que deixa a instituição com o sentimento de dever cumprido.

