
O Dia Mundial da Alfabetização, celebrado em 8 de setembro, marca um avanço histórico com a queda da taxa de analfabetismo no Brasil para 4,9%.
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Apesar do progresso, o país ainda contabiliza 8,4 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever, segundo dados do IBGE referentes a 2025.
O maior desafio atual reside no analfabetismo funcional, que atinge 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos.
De acordo com o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), esses cidadãos conseguem decodificar palavras e números, mas enfrentam dificuldades severas para interpretar textos e situações complexas do cotidiano.
Para a especialista Késia Balena, da Estácio Brasília, o domínio da leitura não garante necessariamente a autonomia na sociedade da informação.
Ela destaca que, com o avanço da inteligência artificial e das redes sociais, a capacidade de analisar fontes de forma crítica tornou-se uma habilidade essencial e urgente.
Os indicadores mostram que a escolaridade isolada não resolve o problema, já que 43% de quem concluiu o Ensino Fundamental ainda é analfabeto funcional.
Especialistas defendem que o enfrentamento exige políticas de educação continuada que integrem a interpretação de texto e o raciocínio lógico à realidade de jovens e adultos.

