
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 2, a proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1.
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O líder do governo, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o objetivo é garantir a aprovação final do texto, se possível, antes do primeiro turno das eleições de outubro.
Randolfe destacou que a gestão trabalha para dar a máxima celeridade à proposta, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.
Segundo o parlamentar, a medida é uma prioridade e o governo está disposto a pautar a votação em Plenário mesmo no intervalo entre os dois turnos do pleito.
Durante a análise na comissão, o relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou todas as 36 emendas apresentadas pela oposição para evitar que o texto sofresse alterações.
A estratégia governista busca impedir que o projeto precise retornar para nova análise na Câmara dos Deputados, o que atrasaria sua promulgação.
Por outro lado, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a rapidez da tramitação e classificou o movimento como uma estratégia eleitoral.
“O governo está preocupado com esse projeto por um motivo: ele quer se reconectar com a sociedade, porque o desgaste está grande e vai perder as eleições”, afirma Marinho.

