
Candidato à reeleição ao Senado, Cid Gomes (PSB) negou nesta segunda-feira, 14, que pretenda renunciar ao mandato para beneficiar o primeiro suplente, Júnior Mano (PSB). Durante sabatina do PontoPoder, afirmou que dar espaço aos suplentes é natural, mas descartou deixar o cargo.
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Cid também defendeu a atuação de Júnior Mano na chapa e lembrou que o deputado já apoiou Evandro Leitão (PT) nas eleições municipais de 2024. Segundo o senador, esse apoio foi decisivo para a vitória do petista em Fortaleza.
CRÍTICAS AO STF
Durante a sabatina, Cid afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa ser “refundado”, com mecanismos de fiscalização e mandatos definidos para os ministros.
Ele também defendeu a possibilidade de impeachment em casos que, segundo ele, envolvam “escândalos”.
A declaração ocorre em meio à crise envolvendo as investigações do caso Master e os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Cid avaliou que o próprio STF deveria ter mecanismos internos para fiscalizar a conduta de seus integrantes antes de medidas externas.
RACHA COM ROBERTO CLÁUDIO
Cid também voltou a comentar o rompimento político com Roberto Cláudio, relacionado à eleição para o Governo do Ceará em 2022. Para o senador, o ex-prefeito de Fortaleza não deveria ter aceitado disputar o cargo naquele ano, em meio à disputa interna da família Ferreira Gomes.
Apesar das críticas, Cid manteve elogios à gestão de Roberto Cláudio na Capital. Ele afirmou que o ex-prefeito continua sendo, em sua avaliação, “o maior prefeito da história recente” de Fortaleza, embora tenha ficado em terceiro lugar na Capital na eleição de 2022.
RACHA ENTRE IRMÃOS
Segundo Cid, ele ainda deseja retomar a relação familiar, mas afirmou que Ciro não demonstra interesse na reaproximação.
Cid relembrou os conflitos que marcaram a disputa de 2022, quando apoiou a candidatura de Izolda Cela ao Governo do Ceará, enquanto Ciro defendia Roberto Cláudio.
O senador também citou a crise no PDT e afirmou ter sido alvo de agressões e de uma “humilhação” durante o processo que culminou em sua saída do partido.
O último encontro entre os irmãos ocorreu em março de 2025 e, segundo Cid, foi tenso.
Ele afirmou que Ciro o chamou de “traidor”, mas disse manter o respeito pelo irmão e reiterou que gostaria de deixar as divergências políticas de lado para reconstruir a relação familiar.

