
Os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiram não participar da votação sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.
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O julgamento analisa informações da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Toffoli declarou suspeição por foro íntimo, sem apresentar publicamente os motivos pessoais da decisão.
O afastamento ocorre após seu nome aparecer em informações relacionadas ao caso, incluindo mensagens de Vorcaro sobre negociações envolvendo o resort Tayayá, empreendimento ligado ao ministro e familiares.
Nunes Marques, por sua vez, declarou impedimento e também ficou fora da sessão.
O ministro citou a possibilidade de repercussão da análise nas eleições de 2026, em razão de sua atuação como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ele negou irregularidades envolvendo seu filho, Kevin Marques, mencionado em mensagens relacionadas ao ex-banqueiro.
Com os dois afastamentos, a votação ocorre com menos ministros. Moraes não participa da análise por ser o próprio alvo dos questionamentos, enquanto Edson Fachin conduz a sessão.
A composição reduzida pode influenciar o resultado da avaliação sobre a necessidade de abertura de uma investigação formal.

