
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a divulgação de conversas envolvendo o chefe do Ministério Público Federal e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
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Em publicação nas redes sociais, o magistrado afirmou que a reputação de Gonet foi prejudicada de forma injusta.
Gilmar declarou que a imagem do procurador é reconhecida por diferentes setores políticos e que a exposição das mensagens provocou um dano que não seria revertido mesmo com eventual arquivamento da investigação.
A manifestação ocorreu em meio às discussões sobre a condução do caso Master no Supremo.
O ministro também criticou o colega André Mendonça, responsável pela relatoria de parte das investigações. Segundo Gilmar, o magistrado estaria utilizando o episódio com finalidade política.
A crítica se soma aos confrontos entre integrantes da Corte durante a análise de possíveis irregularidades relacionadas ao banco.
Gonet negou ter mantido uma relação próxima com Vorcaro. O procurador afirmou que encontrou o empresário uma única vez, em Londres, em um ambiente coletivo, e rejeitou as suspeitas levantadas a partir das mensagens recuperadas pela Polícia Federal.
Mendonça rebateu as críticas e afirmou que não foi o responsável por determinar a quebra do sigilo das conversas.
O ministro também declarou que a preocupação com a exposição de terceiros deveria ser aplicada de maneira uniforme e defendeu a apuração de eventuais vazamentos.

