
Com a previsão de estiagem severa e temperaturas elevadas no Nordeste, o Ministério da Saúde reforçou ações para reduzir os impactos do clima na saúde da população.
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O cenário foi apresentado nesta quarta-feira, 16, durante coletiva com o ministro da saúde Alexandre Padilha, técnicos da pasta e representantes da Fiocruz.
Entre os riscos estão desidratação, doenças cardiorrespiratórias, diarreia, insegurança alimentar e aumento da proliferação da dengue.
Para enfrentar o período crítico, o SUS utiliza os Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC) e bases descentralizadas da Força Nacional do SUS (FN-SUS).
ESTRUTURA NO NORDESTE
A região conta com uma base da FN-SUS em Salvador, enquanto outras duas serão instaladas em Recife e Fortaleza. Os centros de Salvador e Fortaleza monitoram temperaturas extremas e níveis de estiagem para orientar gestores e antecipar o envio de medicamentos.
O Nordeste também possui 968 Unidades Básicas de Saúde (UBS) resilientes entregues ou em construção, projetadas para enfrentar eventos extremos. A estrutura inclui energia solar, geradores e reserva hídrica para até 72 horas, além de 1,7 mil ambulâncias do SAMU e 18,7 mil cisternas.
Em 2026, a FN-SUS realizou 11 missões em oito estados, cinco delas relacionadas a desastres. Ao todo, foram mobilizados 139 profissionais de 14 categorias, responsáveis por 4.899 atendimentos.

