
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta sexta-feira, 18, de uma agenda sobre segurança pública no Complexo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro. O evento reuniu forças federais, estaduais e municipais para anunciar ações integradas contra o crime organizado.
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Durante o discurso, Lula defendeu a PEC da Segurança Pública, que altera as competências da União, estados, Distrito Federal e municípios na área. Segundo o presidente, a proposta pode deixar mais claras as responsabilidades de cada ente no combate às organizações criminosas.
COMBATE AO CRIME
Lula também defendeu a atuação das forças policiais e criticou decisões judiciais que resultam na soltura de criminosos. Ele afirmou que o governo trabalha para enfraquecer a logística das organizações criminosas, retomar territórios dominados por facções e ampliar a participação dos municípios na segurança.
O presidente ainda afirmou que, caso seja reeleito, pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima. A proposta faz parte das medidas apresentadas durante a agenda no Rio.
INTEGRAÇÃO NO RIO
Os acordos entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo do Rio preveem ações para recuperar áreas dominadas pelo crime e proteger vias estratégicas, como as avenidas Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela.
A iniciativa também inclui os acessos a aeroportos e ao porto do Rio, com compartilhamento de informações e uso de inteligência.
Durante o evento, o governador em exercício, Ricardo Couto, afirmou que o estado deixou a situação de déficit e projetou um superávit de R$ 5 bilhões para o próximo ano.
Lula também voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

