
A Polícia Federal investiga uma possível articulação envolvendo o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas a processos de prefeitos do Ceará.
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Segundo a apuração, mensagens obtidas pelos investigadores indicam contatos entre o parlamentar, duas advogadas e integrantes da Corte.
A investigação aponta que as advogadas Mariângela Fialek e Valéria Rodrigues encaminhavam informações sobre processos ao deputado, que teria feito contatos com gabinetes de ministros do STF.
A PF avalia se a atuação tinha como objetivo obter decisões favoráveis aos clientes representados pelas advogadas.
Um dos casos envolve a prefeita de Beberibe, Michele Queiroz (PP). O escritório ligado a Fialek teria firmado um contrato de R$ 500 mil, condicionado a uma decisão favorável do Supremo em uma ação que questionava uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE).
Em 2025, o ministro Kassio Nunes Marques anulou diligências realizadas pelo MPCE contra a prefeita.
A decisão foi posteriormente submetida à Segunda Turma do STF, que, em agosto de 2026, manteve a determinação por unanimidade.
Outro episódio citado pela PF envolve o prefeito de Aquiraz, Bruno Gonçalves (PSB). O processo, inicialmente relatado pelo ministro Edson Fachin, teve a decisão modificada pela Segunda Turma do STF.
Nunes Marques, Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram pela anulação da investigação, enquanto Fachin e outro ministro ficaram vencidos.
A PF apura possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o deputado e as duas advogadas.
Até a publicação da reportagem, as prefeituras de Aquiraz e Beberibe não haviam apresentado esclarecimentos sobre os casos.

