
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, iniciada em 10 de setembro, já afeta o andamento de financiamentos imobiliários e começa a gerar impactos financeiros para profissionais que dependem da conclusão dessas operações.
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Corretores e trabalhadores terceirizados relatam atrasos em atividades que exigem participação do banco.
No mercado imobiliário, uma das principais consequências está no pagamento das comissões. Em determinadas vendas, o corretor só recebe após a assinatura do financiamento e o repasse dos recursos pela Caixa. Com a paralisação, etapas pendentes podem prolongar o prazo para que esses pagamentos sejam liberados.
Segundo Alisson Souza, superintendente de vendas de uma incorporadora ouvido pela Exame, uma paralisação de poucos dias pode representar uma espera de até 30 ou 40 dias para o recebimento da comissão, dependendo do momento do repasse e do calendário de pagamentos da empresa.
O impacto também é relatado por corretores que trabalham com imóveis financiados, especialmente no segmento econômico e em operações relacionadas ao Minha Casa, Minha Vida.
Um profissional entrevistado afirmou ter mais de 20 comissões pendentes devido à impossibilidade de alguns clientes concluírem a assinatura dos contratos.
Os trabalhadores terceirizados também enfrentam dificuldades. De acordo com um profissional da área de tecnologia ouvido pela reportagem, serviços que exigem acesso presencial às instalações da Caixa, como manutenção de equipamentos e alterações de senha, estão sendo represados durante a paralisação.
A greve continua por tempo indeterminado após a rejeição de uma proposta para renovação do acordo coletivo. A Caixa afirma que mantém a contratação habitacional e disponibiliza alternativas digitais para parte dos procedimentos, mas reconhece a necessidade de buscar uma solução para a paralisação.

