
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu, nesta terça-feira, 22, o debate geral da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Siga o PODER NEWS no Instagram
No discurso, abordou conflitos internacionais, soberania, mudanças climáticas, segurança, tecnologia e temas da política brasileira, incluindo as eleições de outubro.
Na área internacional, Lula criticou o enfraquecimento do multilateralismo e afirmou que a ONU atravessa um dos momentos mais críticos de sua história. Defendeu a diplomacia como caminho para solucionar guerras, citou os conflitos entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio e cobrou mudanças no funcionamento do Conselho de Segurança.
Ao tratar da relação do Brasil com outras potências, o presidente defendeu a soberania nacional e afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Sem citar diretamente os Estados Unidos ou Donald Trump, criticou interferências externas em processos eleitorais e fez referência às tensões comerciais envolvendo o país e ao tarifaço.
Lula também defendeu o Pix e afirmou que o Brasil não cederá a pressões de empresas multinacionais sobre o sistema de pagamentos. Segundo ele, a ferramenta é uma infraestrutura pública e gratuita que ampliou a inclusão financeira no país. O presidente ainda mencionou o combate ao crime organizado e a necessidade de cooperação internacional.
Na agenda ambiental e tecnológica, Lula destacou a redução do desmatamento na Amazônia, a transição para uma economia de baixo carbono e a exploração de minerais críticos com geração de valor e tecnologia no Brasil. Também defendeu a regulamentação das big techs e da inteligência artificial e medidas de proteção a crianças, mulheres e criadores de conteúdo no ambiente digital.
No encerramento, Lula levou a eleição brasileira para o discurso e defendeu a segurança do sistema eleitoral. Ele afirmou que o pleito de 4 de outubro será transparente e competitivo e alertou para o impacto das redes de desinformação. O presidente terminou reafirmando a soberania brasileira e dizendo que a democracia do país pertence aos brasileiros.

