
Países que integram o chamado Escudo das Américas firmaram, nesta terça-feira, 22, um acordo para adotar medidas contra 24 organizações apontadas como envolvidas com o narcotráfico transnacional.
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Entre os grupos citados estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das principais facções criminosas brasileiras.
A declaração prevê que os países participantes adotem, de acordo com suas próprias legislações, medidas como bloqueio de bens, restrições de vistos e de imigração para integrantes, associados e apoiadores das organizações.
O documento também prevê responsabilização de pessoas que forneçam conscientemente apoio material ou logístico aos grupos.
Ao todo, a lista reúne 24 organizações classificadas no documento como grupos narcoterroristas transnacionais. Além do PCC e do CV, aparecem organizações como a Mara Salvatrucha (MS-13), Trem de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), ELN e grupos dissidentes das FARC.
O acordo foi assinado por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago.
A iniciativa tem como um de seus objetivos ampliar a cooperação entre os governos no combate ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas.
A articulação também prevê o aumento do compartilhamento de informações de inteligência e da cooperação na área de segurança. Os países participantes pretendem ainda solicitar à Organização dos Estados Americanos (OEA) uma reunião de consulta para discutir possíveis medidas coletivas contra as organizações incluídas na relação.
O Brasil não integra o Escudo das Américas. A classificação adotada pela coalizão também não altera automaticamente a legislação brasileira sobre terrorismo ou crime organizado. As medidas anunciadas deverão ser aplicadas individualmente pelos países participantes, respeitando suas respectivas normas internas e compromissos internacionais.

