
Por Acrísio Sena
A eleição presidencial de 2026 também colocará em debate o lugar que o Brasil pretende ocupar no mundo.
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Desde 2023, o governo Lula retomou a integração sul-americana, o fortalecimento do Mercosul e a diversificação das relações comerciais como eixos de sua política externa.
Essa orientação produziu movimentos concretos. O Mercosul avançou em acordos com importantes mercados internacionais, entre eles a União Europeia e a EFTA — bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Segundo dados oficiais, o acordo com a EFTA deverá ampliar em cerca de US$ 7,2 bilhões o comércio brasileiro abrangido por acordos comerciais.
Mas essa discussão vai além de exportações. Em um mundo marcado pela disputa entre Estados Unidos, China, Europa e outras potências, soberania significa ter capacidade de negociar, produzir, desenvolver tecnologia e defender interesses próprios.
A política externa de Lula aposta no Mercosul e na integração regional como instrumentos para ampliar o peso político e econômico do Brasil e da América do Sul.
É essa política que também estará em discussão nas urnas em 2026. O eleitor decidirá não apenas quem ocupará a Presidência da República, mas qual orientação o Brasil seguirá em relação ao Mercosul, à integração sul-americana e à sua presença no mundo.
A soberania nacional e o futuro da integração regional estarão, portanto, entre os temas estratégicos dessa escolha.
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