
E assim chegamos à reta final da campanha eleitoral. Respire fundo. A longa semana reserva tensão política muito além do que já vimos em disputas anteriores.
Os cenários são de indefinição, tanto no plano nacional quanto estadual. As linhas traçadas pelas pesquisas já não são – se é que um dia foram -, portos seguros dos desfechos eleitorais.

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Assim, com os principais grupos percebendo chances reais de vitória, o impossível será tentado, em estratégias e investidas, nesta que já é uma das corridas ao poder mais acirradas dos últimos tempos.
Todo o Brasil está olhando, agora com mais atenção, para a briga pelo Palácio do Planalto. São dois rumos muito distintos – cada um com seus méritos e vícios. O brasileiro terá o presidente que merecer.
Um divisor semelhante se dará no pleito estadual pelo controle do Palácio da Abolição. Aqui também há muita diferença entre um projeto e outro. O cearense terá o governador que merecer.
Até o final da votação, às 17h de domingo, 4, as instituições nacionais e locais que participam, direto ou indiretamente, da organização da votação, serão fortemente testadas.
O destaque deve ficar com a Justiça Eleitoral, que não teve nem terá perna para combater as famigeradas fake news a tempo de evitar danos severos e irreversíveis à igualdade de condições..
Até o último voto, a falta de escrúpulo será o limite para esse tipo de crime eleitoral. Isso serve para todos. Nessa seara não há anjos nem demônios. O que existe é muito “quem disso usa, disso cuida”.
Dezenas de pesquisas, em todo o Brasil, tentarão antecipar o novo mapa do poder no País, sendo que, como diz o clichê, o levantamento que vale mesmo é o da urna.
Festa antes da hora é péssimo conselheiro – inclusive para setores da imprensa engajada.
Mas essa é outra questão, que a história contará melhor do que o jornalismo atualmente praticado no Brasil.
Boa segunda.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.


