
Principal novidade das eleições no Ceará em 2026, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ainda acalenta o sonho de ser presidente da República.
Sem espaço na disputa nacional, polarizada entre Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Ciro fez o caminho de volta – inclusive, ao PSDB, partido ao qual já tinha sido filiado, na virada das década dos anos 1980/90.

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Por enquanto, o tucano disputa o Palácio da Abolição com o atual governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT). A votação é neste domingo, 4.
O regresso de Ciro à política cearense em 2026 é, portanto, uma espécie de bifurcação, com resultados muito diferentes – o candidato do PSDB pode ressurgir, nacionalmente, ou ir, definitivamente, para o pijama.
Já dito e repisado ao longo da campanha, na hipótese de voltar ao governo, o chefe do Executivo, na prática, será o candidato a vice, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União Brasil).
Isso porque Ciro deverá se dedicar e ficar de olho na próxima gestão federal – será comandada pelo PT ou PL – este último, aliado de primeira hora do tucano no Ceará.
O ciclo lulista pode se estender por mais quatro anos ou fechar ainda este mês, caso o próximo presidente seja Flávio. De qualquer forma, estará aberta a temporada pós-Lula.
É em um dos dois cenários acima onde Ciro se movimentará. E por que isso é importante no contexto da votação para governador do Estado?
Simples. Porque quem votar em Ciro estará dando aval ao projeto presidencial do tucano. Estará, também, trazendo para o Ceará o que o Brasil disse, quatro vezes, que não queria.
Inclusive, o próprio Ceará – no último pleito presidencial, Ciro ficou num distante terceiro lugar no Estado.
PS: das quatro disputas presidenciais de que participou, Ciro perdeu duas para Lula – 2002 e 2022. Os resultados ajudariam a explicar o que o ex-ministro sente e pensa sobre o PT.
Mas isso é matéria de outras especialidades – não cabe no jornalismo político.
Bom final de semana.


