
Na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços em estratégias diferentes para a reta final da disputa.
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Enquanto o atual presidente busca ampliar a presença de seus eleitores nas urnas, o senador tenta atrair votos de candidatos de direita e centro-direita.
A campanha de Lula tem intensificado os apelos para que eleitores com mais de 70 anos compareçam à votação. Como essa faixa etária não é obrigada a votar, o grupo historicamente registra índices maiores de abstenção.
O PT também tem divulgado a ideia de que o comparecimento às urnas pode ser utilizado como uma forma de comprovação de vida para beneficiários do INSS.
Nos bastidores, a equipe do petista acompanha com atenção as pesquisas divulgadas nos últimos dias. O desempenho em alguns estados, incluindo Minas Gerais, é citado por aliados como um sinal positivo na reta final. Apesar disso, a mobilização contra a ausência de eleitores continua sendo uma das prioridades antes da votação.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro intensificou o discurso pelo chamado voto útil. A estratégia consiste em convencer eleitores que pretendem escolher outros candidatos do campo da direita a concentrar o voto já no primeiro turno.
Entre os nomes que podem perder votos para essa estratégia estão Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Romeu Zema e Renan Santos.
Aliados do senador também passaram a defender essa concentração de votos em manifestações públicas, embora não exista apoio formal das legendas de alguns desses políticos.
Flávio tem afirmado que existe possibilidade de vitória no primeiro turno, enquanto integrantes de sua própria equipe trabalham também com a hipótese de terminar a primeira etapa à frente de Lula e disputar uma eventual segunda rodada.
As duas campanhas escolheram São Paulo, maior colégio eleitoral do país, para as últimas atividades antes da votação.
Lula programou uma caminhada pela região central da capital paulista, enquanto Flávio realizou uma carreata pelo interior do estado e tinha ainda uma agenda prevista no Rio de Janeiro.


