
As eleições de 2026 consolidaram um avanço expressivo da direita no cenário político brasileiro, em um movimento apontado como o mais forte desde o período posterior ao fim da ditadura militar.
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No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista. Os dois se enfrentarão novamente no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A diferença entre os dois candidatos foi de 1,87 ponto percentual, a menor registrada entre os dois primeiros colocados em uma eleição presidencial desde a adoção do segundo turno.
O resultado também chama atenção porque, desde 1989, nenhum candidato que terminou a primeira etapa na liderança deixou de vencer a disputa presidencial na etapa seguinte.
O fortalecimento da direita, porém, vai além da corrida pelo Planalto. O Congresso Nacional terá, a partir de 2027, quatro integrantes da família Bolsonaro: Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) assumirão cadeiras no Senado, enquanto Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e Renato Bolsonaro (PL-SP) estarão na Câmara dos Deputados.
No Senado, o PL também ampliou sua presença e deverá formar a maior bancada da Casa. O partido terá 28 senadores em 2027, enquanto o PT aparece com nove.
Entre os eleitos estão nomes ligados diretamente ao bolsonarismo, além de parlamentares de outras siglas que mantêm alinhamento com a direita, como Marcel van Hattem e Deltan Dallagnol, ambos do Novo.
A Câmara dos Deputados também registrou forte crescimento do PL. Com a apuração ainda consolidada, os dados apontavam pelo menos 115 deputados eleitos pela legenda. O desempenho amplia a influência da direita no Legislativo federal e se soma à força obtida nas eleições para os governos estaduais.
O avanço também aparece no mapa político do Sul e do Sudeste. Entre os sete estados dessas regiões, cinco estarão sob comando ou continuidade de governos identificados com a direita a partir de 2027.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito, enquanto Minas Gerais elegeu Cleitinho (Republicanos) ainda no primeiro turno. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), apoiado por Flávio Bolsonaro, avançou ao segundo turno contra Eduardo Paes (PSD).


