
A pesquisa PoderData/Aya desta quinta-feira, 8, apontando seis pontos percentuais de dianteira de Flávio Bolsonaro (PT) sobre o presidente Lula (PT) é o retrato do desafio petista nas próximas duas semanas e meia.
O candidato do PL passou de 47,03% das urnas na noite do último domingo, 4, para 47% de intenções de voto no segundo turno. O nome do PT foi de 45,16% de votos para a projeção de 47%.

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A sondagem considera o total de votos válidos, com margem de erro de 1,8 percentual para cima ou para baixo. A segunda votação acontece no último domingo do mês.
Virar será muito difícil. Até hoje não houve nenhuma do tipo em segundo turno presidencial. Mas não é impossível. Fazer história é para quem tem coragem.
Tudo isso para listarmos o que o PT, lulistas e forças democráticas de centro-esquerda – repare que as três se parecem, mas são raias diferentes -, terão de fazer até o dia 25.
1 – ACERTAR MAIS NA COMUNICAÇÃO. Este setor vem sendo criticado. Isso não é novidade. A área sempre é o bode expiatório quando campanhas como um todo vão mal.
De qualquer forma, a comunicação precisa errar menos. Se há deficiências, principalmente no comparativo digital com a candidatura de Flávio, a saída é tentar compensar de outras formas no offline.
2 – SEGURAR A ONDA. Ninguém sã está alegre e satisfeito com um cenário eleitoral adverso. Às vezes, animar a tropa é a primeiro das tarefas. Bater cabeça não vai ajudar em nada.
Lula chegou a dizer que nunca tinha visto uma campanha tão desorganizada. Alinhamentos precisam ser feitos, mas todos precisam segurar a onda. Isso vale para o militante anônimo e para o presidente.
3 – PARAR DE CRITICAR ELEITOR. Não faz o menor sentido candidato que precisa de mais voto ir para cima de eleitor, criticando-o pelas opções políticas que fez. Quem precisa de mais apoio tem de se aproximar mais.
A empáfia da centro esquerda produz personagens que pensam que sempre estão com a razão. Aconselha-se deixar esse debate para os seminários de sociologia. Agora, o foco é voto.
4 – VIRAR VOTO. É ingenuidade considerar que a abstenção será o maior adversário do presidente Lula. Por óbvio, ajudará muito se o máximo de eleitores do presidente for às urnas. Mas isso não será suficiente.
O que fará a diferença efetiva será a conquista de mais votos – de quem votou em branco, anulou ou mesmo, por indecisão, acabou votando no adversário. É esse voto que precisa ser buscado.
5 – BUSCAR VOTO LÁ FORA. As bolhas digitais estão lotadas de leitores e apoiadores do presidente Lula. Mas, a maioria posta, compartilha e encaminha para quem pensa igual ou muito parecido. Isso é soma zero.
Muitos querem ser vistos agora, para serem lembrados depois. Mas isso não vai acontecer se a vitória não vier. Portanto, de vez em quando é bom sair do catecismo e ir aonde votos adicionais estão: lá fora.


