
A participação dos médicos no mercado formal de trabalho caiu de 54% para 33,3% entre 2012 e 2023, segundo dados do estudo Demografia Médica no Brasil 2025.
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O levantamento aponta o avanço da terceirização e de contratos informais na saúde, além de uma redução de 12,9% no número médio de vínculos formais por profissional.
A mudança no perfil de contratação acende um alerta sobre a precarização das condições de trabalho no setor.
De acordo com o estudo, entre os médicos com emprego formal em 2023, a grande maioria (72,5%) mantinha apenas um contrato com carteira assinada ou vínculo estatutário.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Edmar Fernandes, a transformação no mercado exige medidas urgentes de valorização e segurança contratual.
“Não basta homenagear os médicos em outubro enquanto enfrentamos atrasos nos pagamentos, falta de estrutura e contratos instáveis. Valorizar a medicina é garantir direitos e condições dignas para o exercício da profissão”, cobra o dirigente.
A entidade defende a ampliação dos contratos formais seguros e a melhoria na estrutura dos serviços de saúde, ressaltando que a instabilidade trabalhista afeta diretamente a qualidade e a continuidade do atendimento prestado à população.


