
No segundo turno presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam visões opostas para a condução da economia.
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Enquanto o atual presidente defende o fortalecimento do Estado por meio do investimento público e do combate às desigualdades, o senador aposta na redução da máquina estatal, desregulamentação e cortes de tributos.
Ambos concordam, contudo, na urgência de conter o crescimento da dívida pública, que atingiu 82,9% do PIB em agosto de 2026.
COMPARATIVO DAS PROPOSTAS
| Tema | Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Flávio Bolsonaro (PL) |
|---|---|---|
| Meta Fiscal | Manutenção do arcabouço fiscal, buscando equilíbrio via crescimento econômico e arrecadação. | Nova regra fiscal atrelada à trajetória da dívida e ajuste de R$ 190 bilhões (1,5% do PIB). |
| Impostos | Tributação progressiva, cobrando proporcionalmente mais sobre altas rendas. | Simplificação regulatória, desonerantes e redução geral de impostos para empresas. |
| Estrutura Estatal | Expansão de investimentos do Novo PAC e incentivo à reindustrialização. | Redução do número de ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas. |
| Trabalho e Renda | Valorização real do salário mínimo e redução da jornada para 40 horas semanais. | Flexibilização trabalhista e redução dos custos de contratação para empregadores. |
| Programas Sociais | Manutenção e expansão do Bolsa Família e do Minha Casa, Minha Vida. | Manutenção declarada do Bolsa Família, Farmácia Popular e Minha Casa, Minha Vida. |
TRAJETÓRIAS RECENTES
As propostas refletem o histórico recente de ambos os grupos no poder. Entre 2019 e 2022, sob Jair Bolsonaro, a economia enfrentou os impactos da pandemia e a guerra na Ucrânia, registrando crescimento médio do PIB de 1,4% ao ano e encerrando com a dívida em 72% do PIB.
No atual mandato de Lula (2023-2025), o crescimento médio do PIB ficou em 2,9% ao ano, impulsionado pela retomada de obras e pela reforma tributária, com queda do desemprego para 5,6%.
Por outro lado, as despesas públicas e os juros pressionaram o endividamento, exigindo do próximo governo definições sobre os mecanismos para sustentar o equilíbrio das contas públicas sem comprometer os serviços básicos.


