
O ponto de partida é o último encontro entre o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), no último domingo, na Band.
Foi vergonhoso para todos – organizadores, candidatos e audiência. Como aqui comentado, no embate verbal sobrou deboche de Flávio e desorientação de Lula – e faltou conteúdo.

Quem é Erivaldo Carvalho
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No domingo, 17, na Band, Lula e Flávio falaram para as bolhas deles. Toda bolha tem o candidato que merece.
Para ser justo, houve um único saldo positivo para o presidente: o desafio dos sigilos, que rendeu mais espuma e retórica do que resultado prático – pode ter sido esse o objetivo.
As últimas pesquisas mostram aumento da rejeição do candidato do PL. A luz vermelha entrará nos estúdios da TV Globo com Flávio e poderá contê-lo.
Mas não esperemos muito. O Flávio Bolsonaro é aquele da Band. As pessoas costumam ser elas mesmas quando estão à vontade. E, naquele momento, o cenário era muito favorável a ele.
Já Lula vai acompanhado de extraordinária, embora discreta, subida nos índices de intenção de voto. Num eleitorado dividido meio a meio, toda fração conta.
Espera-se, portanto, um Lula em melhor momento – com desenvoltura de palco e habilidade de comunicação que lhe são peculiares. O petista nunca precisou tanto vencer um debate eleitoral.
Lula é povo. É de rua e é de luta. É bem possível que a energia dos últimos dias revigore o presidente para ele fazer o que faz de melhor. De novo. O petista precisa performar muito mais do que Flávio.
TEMAS
Economia doméstica, segurança pública, pautas sociais e questões de gênero devem permear o tête-à-tête. Em paralelo, um vai querer provar que o outro é mais corrupto, mentiroso e ladrão.
Mas esse veredito caberá a quem está do outro lado das câmeras. Particularmente, aos indecisos, que terão menos de 48 horas para dizer quem será presidente da República, a partir de janeiro de 2027.
Boa sexta-feira.


