
Na Unidade de AVC do Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), no Ceará, o trabalho de uma equipe multiprofissional tem sido decisivo para a recuperação de pacientes atingidos pela doença.
Siga o PODER NEWS no Instagram
A reabilitação começa ainda durante a internação e reúne médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais para tratar sequelas motoras, de fala e de deglutição de forma precoce e intensiva.
Casos como o do servente de obras Santano Nascimento, de 50 anos, ilustram o impacto do tratamento.
Após sofrer um AVC motivado por hipertensão não diagnosticada, ele evoluiu do uso de sonda alimentar e restrição ao leito para a retomada da alimentação oral e os primeiros passos no hospital.
Segundo a neurologista Joyce Benevides, as intervenções diárias visam acelerar o ganho de autonomia, investigar causas e controlar fatores de risco — como pressão alta e diabetes — para prevenir novas ocorrências.
Além dos exercícios motores para ganho de equilíbrio e marcha, a fonoaudiologia atua na readequação da mastigação e da comunicação, estimulando a fala e a sensibilidade oral.
Especialistas ressaltam que, além do tratamento pós-crise, a agilidade na identificação dos sintomas — como fraqueza repentina em um lado do corpo, boca torta e fala enrolada — é essencial para reduzir o risco de sequelas graves e salvar vidas.


