
A reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) acende o alerta para os impactos da alta rotina de estudos na saúde mental dos estudantes.
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Embora o modelo educacional cearense seja referência nacional pelos resultados no exame, a rotina intensa de simulados e aulas em tempo integral frequentemente resulta em exaustão e isolamento social entre os jovens.
A psicóloga, neuropsicóloga e educadora parental Sarah Rebeca Barreto destaca que a busca pelo alto rendimento não deve anular as vivências da adolescência.
Segundo a especialista, sufocar os momentos de descanso favorece o surgimento de exaustão e a mentalidade do “tudo ou nada”, sendo possível conciliar o foco nas provas com a preservação da sanidade mental.
Nesse cenário, a especialista aponta que a família exerce papel central como espaço de acolhimento.
A orientação é transformar o ambiente familiar em um ponto de descompressão, incentivando pausas sem culpa, preservando momentos de convivência sem cobranças por resultados e desvinculando o valor do estudante do desempenho no gabarito.


