
Deputados estaduais do Ceará de diversos partidos e a Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa (Alece) repudiaram declarações dos deputados eleitos Tancredo Santos (PL) e Abreu Júnior (PL).
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As manifestações criticam acusações de suposta fraude em assinaturas e questionamentos sobre o uso de recursos públicos por parte da Casa e do presidente Romeu Aldigueri (PSB).
Em vídeos publicados nas redes sociais, Tancredo acusou a presidência da Alece de falsificar assinaturas de parlamentares para concessão de títulos de cidadão cearense, enquanto Abreu Júnior criticou o repasse de R$ 2,5 milhões à escola de samba Unidos da Tijuca, chamando a Assembleia de “cabaré” e alegando “farra com dinheiro público”.
Parlamentares como Heitor Férrer (PSDB), De Assis Diniz (PT), Larissa Gaspar (PT) e Renato Roseno (Psol) saíram em defesa da instituição e de seus servidores.
Os deputados classificaram os ataques como desinformação, tentativa de “lacração” em redes sociais e desrespeito ao rito parlamentar, ressaltando que o uso de assinaturas digitais é regulamentado pela Resolução nº 702/2019 da Casa.
Ao menos 25 parlamentares assinaram nota de apoio à presidência da Alece.
Em nota oficial, a Procuradoria-Geral da Alece defendeu a liberdade de divergência política, mas rebateu o que chamou de “ofensa vazia e discurso de ódio”.
O órgão informou que adotará as medidas jurídicas cabíveis nas esferas cível e criminal contra Tancredo Santos e Abreu Júnior por acusações levianas a deputados e servidores do Departamento de Plenário.


