

No vácuo da informação de que o pré-candidato a prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, se filiará ao PT, sempre vem a lista de outros pré-candidatos do partido. Ei-los:
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A ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, os deputados estaduais Guilherme Sampaio e Larissa Gaspar, e até o assessor especial de Assuntos Municipais, do governo do Estado, Artur Bruno.
Faz parte. E isso é bom para o partido. A aparente pluralidade, inclusive, ajuda a manter a suposta imagem pública de democracia interna na legenda.
Entretanto, mantendo-se o curso e desdobramentos dos fatos até aqui, o enfrentamento, para valer, será entre o presidente da Assembleia Legislativa e a deputada federal.

Perfis e circunstâncias
Isso deve acontecer tanto pelo perfil do trio Guilherme, Larissa e Bruno, quanto pelas circunstâncias políticas que cercam estes ditos pré-candidatos.
Antes, registremos que Evandro Leitão, enquanto presidente da Alece, é muito habilidoso no trato com seus pares.
Nesse sentido, Larissa e Guilherme – este último, suplente no exercício do mandato -, estão sendo muito bem tratados na Casa chefiada por Evandro.
Os dois deputados estaduais são elegantes, politicamente. Mas foi mais do que isso a presença de ambos no ato desta segunda-feira, 11, quando Evandro solicitou, oficialmente, para se filiar ao PT.
Terceiro e último da lista, Bruno, com longa vida pública e já no cadastro da previdência parlamentar estadual, não demonstra disposição pública para entrar no páreo.
Méritos próprios
Não por exclusão, mas por méritos próprios, resta Luizianne, a única e efetiva, até aqui, pré-candidata à sucessão do prefeito José Sarto (PDT).
A parlamentar é, praticamente, o único nome citado nas repercussões de bastidores, quando é colocada a possibilidade de Evandro Leitão ser o candidato do partido.
A ex-prefeita tem uma boa narrativa, para dentro e fora do partido: é petista raiz, tem experiência administrativa e é uma conhecida fera nos embates políticos.
Vejam que, diferentemente dos declarados demais pré-candidatos, Luizianne foi a única a minimizar a entrada de Evandro na sigla e enfatizar que o PT não é “partido de aluguel”.
Por último, mas igualmente relevante: Luizianne é deputada federal, em Brasília. A petista, portanto, cumpre mandato fora do alcance de influência direta do presidente da Assembleia.
Isso será suficiente para Luizianne manter-se de pé na disputa interna com o mais novo e ilustre quadro do PT?
Somente o tempo dirá.

