
Os Correios acionaram o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar mediar as negociações com seus trabalhadores após falha na renovação do acordo coletivo de trabalho sobre salários e benefícios, diante de impasse com representantes sindicais e risco de cortes de direitos.
A audiência de conciliação foi marcada em Brasília para tentar evitar paralisação da categoria.
Siga o Poder News no Instagram
A direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) recorreu à Justiça do Trabalho, por meio do TST, depois que as negociações com os representantes dos trabalhadores não avançaram sobre salários, benefícios e reajustes, com o acordo coletivo de trabalho (ACT) prestes a vencer, e sem consenso entre as partes.
Segundo relato dos envolvidos, a estatal enfrenta grave crise financeira, e sua proposta atual inclui reajuste zero, enquanto os sindicatos reivindicam reposição da inflação nos salários, manutenção de benefícios como cesta básica, vale‑refeição e adicional de férias, pontos que não foram aceitos pela direção.
O recurso ao TST busca que a corte atue como mediadora oficial da negociação, para evitar a evolução do impasse para um dissídio coletivo ou uma greve dos funcionários, que poderia afetar serviços postais e logísticos em todo o país. A audiência está agendada para esta quinta‑feira em Brasília.
A expectativa dos sindicatos é que a mediação ocorra antes do vencimento do acordo, previsto para meados de dezembro, para assegurar direitos trabalhistas e evitar perdas de benefícios já praticados.
Por sua vez, a direção dos Correios afirma que a manutenção de reajustes é incompatível com o atual plano de reestruturação da empresa.

