
Às vésperas da virada do ano eleitoral, eis que somos brindados por dois casos que medem o clima político no País.
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Quem é Erivaldo Carvalho
Zezé di Camargo, no case Lula/SBT, e Fernanda Torres, no Havaianas, dizem muito sobre como escolheremos o presidente da República, governadores e congressistas ano que vem.
Com os dois episódios em vasto domínio público, vou poupar-lhes dos detalhes sórdidos. Vamos ao que interessa.
De ambos os lados, houve muita lacração, chacota, ódio e cancelamento – mas também, em menor grau, sopros de sobriedade e sensatez.
Zezé e Fernanda são dois grandes artistas. O primeiro está indo para o ocaso; a segunda, saboreia o auge da carreira – se considerarmos a quase apoteose de 2025.
Não se tenta aqui compará-los – e seria difícil definirmos critérios para isso. Muitos menos destacar quem perdeu – ou ganhou -, dinheiro ou seguidores.
O que importa é a força com que a direita e a esquerda mobilizam multidões, em exércitos digitais, dominando parte do noticiário, feeds, grupos, listas e conversas presenciais.
Para isso ajudaram, para além do clima pré-eleitoral, cantor e atriz em questão, ícones nacionais muito populares, a exemplo do SBT, Havaianas, Lula e Bolsonaro.
Mas tudo isso resulta em um grande lamento. Sem parecer ser incauto, não é bem esse o espírito natalino que se espera nessa época do ano.
Seria curioso se não fosse lamentável o fato de milhares – talvez, milhões, de pessoas – públicas ou não -, dispararem cartões natalinos, com frases de efeito pré-fabricadas.
São, basicamente, as mesmas figuras que, com gosto de sangue na boca – repito, à direita e à esquerda -, desejam o que há de pior uns para os outros.
Quando a reverência à gratidão ao que conseguimos ao longo dos últimos meses cede espaço a insultos pessoais e ameaças, por algo tão bestial, é sinal de que a hipocrisia venceu.
Não. Não deveria ser assim. Há algo de muito errado com a alma do povo brasileiro.
Esse é o ponto, sobre o qual devemos refletir. A história nos ensina que nação dividida e intolerante jamais terá futuro.
Dito isso, feliz Natal – especialmente para você, Zezé, e você, Fernanda!
Os votos de felicidade são extensivos a todos os que não toleram nem um nem outro.
Inclusive, aos que não concordam com o que foi dito acima.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada às segundas, quartas e sextas-feiras.

