
Octogenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá disputar, neste 2026, a última eleição presidencial dele.
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Quem é Erivaldo Carvalho
Estamos indo para o décimo pleito, desde 1989. O petista concorreu, diretamente, em seis ocasiões – das quais venceu três -, elegeu Dilma Rousseff duas vezes e perdeu uma, com Fernando Haddad.
Com cartel eleitoral fenomenal, Lula é muito maior do que o PT e lidera, de forma incontestável, a centro-esquerda brasileira. Mas não está esculpindo o sucessor.
Então, a pergunta: como será o desfecho do ciclo lulista? Ninguém sabe.
Há dois cenários: se for reeleito, o presidente terá o condão de ungir quem melhor lhe agradar, pessoalmente. Será mais ou menos sob controle.
Se Lula perder, outros personagens e circunstâncias entrarão em cena. Aqui tudo fica imprevisível.
O fechamento do ciclo lulista é uma certeza. A grande incógnita é o que virá depois.
A vitória renovará, com fôlego extra, a saúde política do presidente; a derrota o deixará com dificuldades para respirar.
Em qualquer dos dois casos, o pós-Lula estará no jogo deste ano.
Há, até, certa apreensão política entre lulistas de todo o Brasil – inclusive, no Ceará -, principalmente entre os históricos.
Os demais, lulistas de ocasião, num cenário ruim darão de ombros e seguirão o baile, em outras plagas.
De qualquer forma, a inevitável aposentadoria de Lula vai impactar as negociações – na base governista e na oposição.
É só aguardar.
Pauta internacional
O Palácio do Planalto tem pressa que o acordo Mercosul-União Europeia, maior bloco de livre comércio do mundo, comece a apresentar resultados.
A conquista será importante ativo a ser explorado na campanha eleitoral de um governo que entregou muito pouco na política internacional.
Lula começou o mandato viajando o mundo, pregando que o Brasil estava de volta. Houve muita empolgação.
De concreto, tivemos a boa reversão do tarifaço de Donald Trump, os frustrantes resultados da COP30 e, mais recentemente, o corrosivo caso Venezuela.
Tríplices fronteiras
O Brasil tem pelo menos duas tríplices fronteiras dominadas pelo narcotráfico.
Na Amazônia, o fluxo de drogas e armas ocorre entre Brasil, Colômbia e Peru. Ao Sul, o mesmo acontece entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Europa e Estados Unidos são os dois grandes clientes neste mercado bilionário.
O País também tem enorme potencial em biodiversidade, energias limpas, petróleo e terras raras.
Liguem os pontos.
Plano C, de Ciro
A Coluna vem abordado a falta de projeto para o Ceará por parte do pré-candidato ao governo do Estado, Ciro Gomes (PSDB).
Mais mensagens chegam, incentivando a manutenção da cobrança. Chama a atenção o fato de todos os apelos serem de ciristas.
Em tempo: se aliados de Ciro estão com sentimento de ausência de planejamento, o que devem estar pensando os palacianos!?
Carapuça
Um comentário rápido, do tempo da vovó, sobre as farpas trocadas nos últimos dias entre ex-aliados na política do Ceará:
“Todo mundo sabe o que fazer no lugar do outro, mas pouco faz no seu próprio lugar”.
Boa semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada às segundas, quartas e sextas-feiras.

