
Por João Cezar Barbosa
A escalada de violência contra empresas do setor de telecomunicações no Ceará voltou a expor uma realidade alarmante que atinge diretamente trabalhadores da área.
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Os recentes ataques a veículos, estruturas e redes de internet em São Gonçalo do Amarante e na região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém não são fatos isolados.
Eles colocam em risco a vida de profissionais que atuam na linha de frente, aprofundando um cenário de insegurança desde o início de 2025.
Mais uma vez, fica evidente a vulnerabilidade dos trabalhadores que precisam exercer suas funções em áreas dominadas por grupos criminosos, muitas vezes sob pressão para manter a operação funcionando, mesmo sem garantias mínimas de segurança.
Empresas do setor, seguem sendo alvo direto desses ataques, enquanto denúncias apontam que a integridade física dos trabalhadores acaba sendo tratada como secundária diante de interesses econômicos.
O cenário é inaceitável e revela uma grave inversão de prioridades.
Não podemos naturalizar a violência nem aceitar que trabalhadores sejam expostos diariamente ao risco de morte para garantir a continuidade de serviços. Segurança não é favor, é obrigação.
O que está acontecendo é resultado da ausência de ações efetivas para proteger quem sustenta esse setor.
A responsabilidade do poder público também precisa ser encarada de forma direta.
O Governo do Estado do Ceará volta a ser cobrado, com denúncia feita pelo Sindicato das Telecomunicações à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, pela lentidão nas investigações, pela falta de respostas concretas e pela inexistência de ações preventivas eficazes nas regiões afetadas.
A repetição dos ataques demonstra que as medidas adotadas até agora são claramente insuficientes para conter o avanço das organizações criminosas e garantir a segurança pública.
Diante desse cenário, permanecem as exigências já apresentadas: que as empresas garantam segurança laboral, realize os reparos necessários na rede e indenize os prejuízos; que o Governo do Ceará conduza investigações ágeis e enfrente com firmeza os grupos criminosos.
A mobilização coletiva é necessária e urgente. O silêncio só favorece a violência.
É hora de sindicatos, movimentos sociais e toda a sociedade cearense se posicionarem e cobrarem providências concretas.
A vida dos trabalhadores não pode continuar sendo colocada em risco sem que haja uma resposta firme, imediata e responsável dos que têm o dever de agir.
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