
Os apoiantes de Ciro Gomes (PSDB) trabalham nos bastidores para construir uma frente de oposição ao PT no Ceará com uma característica peculiar: a dissociação total da disputa nacional.
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A ideia é permitir que partidos aliados tenham liberdade para apoiar diferentes candidatos à Presidência, evitando que a polarização de Brasília inviabilize acordos locais.
Ao focar exclusivamente nos problemas estaduais, o grupo espera atrair legendas que hoje estão em campos opostos. Ciro tem adotado um tom cauteloso para não fechar portas, mantendo diálogos discretos inclusive com alas do PL, lideradas pelo deputado André Fernandes, e celebrando apoios como o de Aldo Rebelo (DC).
A movimentação também observa atentamente o PSD, que pode lançar candidatura própria à Presidência. Caso isso ocorra, a sigla, hoje base do governo, pode reavaliar alianças regionais, abrindo uma janela de oportunidade para a oposição cearense consolidar um palanque diversificado em 2026.
