
A semana política começa com grande expectativa pela retomada das atividades parlamentares em todo o Brasil – não, necessariamente, pelo alinhamento com as demandas do País.
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Quem é Erivaldo Carvalho
Estamos no último ano das atuais gestões federais, estaduais e legislaturas – começaram em 2023.
Chegamos, portanto, ao período do conhecido exercício de pré-campanhas majoritária e proporcional.
Daqui até o outubro eleitoral, a maioria vai se mexer para não sair do lugar. Outros tentarão chegar lá ou retornar. A fila será quilométrica.
Alguns alçarão voos mais altos – de câmaras municipais para legislativos estaduais ou destes para o Congresso Nacional.
Poucos desistirão de se candidatar – o que já facilita as cada vez mais robustas taxas de renovação em casas legislativas.
A peleja vai abranger, inclusive, vereadores de cidades grandes e médias, que sonham em virar deputado, a partir de 2027.
Tensão pré-eleitoral
Mas é a sucessão nos executivos que vai dar o tom da TPE – tensão pré-eleitoral -, de 2026.
Para ficarmos circunscritos apenas ao Ceará e Brasília, muito indica que teremos fortes emoções, aqui e alhures.
Na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), governo e oposição travarão uns dos mais intensos debates dos últimos tempos no Estado.
O governo Elmano de Freitas (PT) tem base sólida na Alece, mas a oposição nunca esteve tão eufórica, desde que o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) entrou no circuito da sucessão estadual.
Nesta segunda, 2, na Alece, teremos uma amostra grátis do que o Palácio da Abolição e seus opositores têm nesta nova fase da sucessão eleitoral no Estado.
Brasília é assim
Em Brasília, gente influente está dormindo muito mal. Poucas vezes, os recessos parlamentar e judicial foi tão tenso e intenso na capital do poder nacional.
Grande demais para ser abafado, o escândalo Banco Master expõe as entranhas criminosas dos Três Poderes como nunca na história desse país.
O governo Lula segue com desaprovação maior do que aceitação, enquanto a oposição continua esfarelada e subdividida.
Até aqui, a centro-esquerda tem muito o que alinhar antes de colocar o bloco da reeleição na rua; a centro-direita nem bloco tem ainda.
Estes são apenas alguns dos fatores que darão, nas próximas semanas e meses, o ritmo do ano eleitoral em todo o Brasil.
2026 será um ano muito curto – em junho/julho teremos Copa do Mundo -, mas não exatamente por isso faltarão fortes emoções.
Boa semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.
