
Líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, o pré-candidato ao Senado pelo PT-CE, José Guimarães, ancora-se na correlação de forças no Congresso Nacional para consolidar seu nome na chapa majoritária em 2026.
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O parlamentar reuniu, nas últimas semanas, prefeitos, ex-prefeitos e militância local em diferentes áreas do Estado, mas com um único objetivo: reduzir resistências internas e externas, posicionando-se como o nome de consenso do “Time do Lula”.
Os encontros políticos aconteceram nos muncípios de Limoreiro do Norte, na região do Jaguaribe; Quixeramobim, no Sertão Central, e Itapipoca – Litoral Norte.
Em todos eles, a relação política do governo Lula com o Congresso Nacional foi o mote para justificar a provável candiatura de Guimarães ao Senado.
Explicando melhor. Na hipótese de o presidente da República renovar o mandato, o Planalto precisará de base parlamentar maior, mais consolidada e alinhada – diferentemente da agonizante dinâmica atual.
Nesse ponto, todos concordam – mesmo quem não morre de amores por Guimarães. O líder do PT é o mais fiel escudeiro do governo Lula e do PT no Ceará.
Seguindo a metáfora futebolística, se há, efetivamente, um “Time do Lula”, Guimarães tem escalação garantida e papel de destaque em campo.
Resistência na base
Até aqui tudo bem. O grande problema é quando se olha o conjunto da base aliada ao Palácio da Abolição – abarrotada de pretendentes à chapa majoritária.
Conta-se pelo menos meia dúzia de nomes que podem figurar em candidaturas ao Senado. Não será uma definição nem fácil nem silenciosa.
Haverá muita pressão e cobrança por espaços na chapa a ser liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT). Uma delas é o fato de o provável candidato à reeleição ser do PT.
A engenharia para manter os principais aliados na base passará, por exemplo, por renúncias de candidaturas. Ou isso ou haverá defecções.
Guimarães tem dito, repetidas vezes, que há muito pagou a cota de sacrifícios políticos para acomodar aliados.
Isso é verdade – assim como procede a ideia, inclusive entre palacianos, de que o PT precisa controlar sua sanha hegemônica.
Sem falar que o “Time do Lula” já não é tão imbatível e favorito como em outros campeonatos eleitorais – inclusive, no Nordeste e Ceará.
