
O cinema do Ceará reafirmou sua relevância nacional durante a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, realizada em Minas Gerais. Com uma seleção de oito curtas-metragens, a produção cearense destacou-se pela experimentação estética, reconfiguração de géneros tradicionais e forte diálogo com outras artes, como o teatro e a performance.
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Entre os destaques acompanhados pela coluna de João Gabriel Tréz estão os filmes “Cavalo Serpente”, de Priscila Smiths, exibido na Mostra Foco (principal competitiva), e “Mydzé”, uma obra coletiva que utiliza rituais e música para abordar a luta indígena pela água.
A produção cearense nesta edição foi marcada por um olhar “com fantasmas”, onde o onírico e o real coexistem de forma provocativa.
O Cariri cearense também mostrou força com o curta “Na estação das mangas”, produzido em Juazeiro do Norte, que utiliza projeções de fotos pessoais em elementos da natureza para reconstruir memórias.
Já em Fortaleza, o filme “Vampiro” mescla o documentário sobre arte urbana com elementos do terror clássico, inspirando-se em figuras locais como os papangus.
A participação em Tiradentes consolida o Ceará como um dos polos mais criativos do audiovisual brasileiro contemporâneo.

