
A campanha eleitoral de 2026 vai começar apenas em agosto, mas já apresenta os primeiros sinais de baixa partidária.
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Quem é Erivaldo Carvalho
Pelo menos três siglas da base do governador Elmano de Freitas (PT) têm filiados com tendência a seguir o provável candidato pela oposição, Ciro Gomes (PSDB).
No último final de semana, dois ex-prefeitos do partido do governador – possível candidato à reeleição -, foram vistos no ato político em torno de Ciro, em Juazeiro do Norte, Cariri.
No PSB do senador Cid Gomes – aliado de Elmano -, a situação é ainda mais delicada.
É peessebista o vereador que propôs a homenagem a Ciro, na Câmara Municipal – mote para o falatório que movimentou a eventual pré-campanha cirista.
Licença no PSD
O PSD do secretário estadual Domingos Filho está em situação semelhante, segundo apurou a Coluna.
Um concorrente da corrida proporcional e dois prefeitos da legenda estariam dispostos a ir de Ciro – caso aconteça a candidatura.
Um deles, em condição de anonimato, disse que pedirá licença do PSD. Em caso de negação, poderá sair da legenda.
Importante: PT, PSB e PSD são os três maiores partidos que dão sustentação ao grupo que controla o Palácio da Abolição.
Punição não resolve
Os casos públicos de desalinhamento político no PT e PSB ativaram a reação das direções partidárias, que prometem punição aos infiéis.
É o que dá para fazer de momento. Não pode deixar correr solto. Mas isso não resolve. Nunca resolveu.
O mais sensato é diagnosticar o que pode estar acontecendo na base governista – enquanto há tempo hábil para cortornar os casos pontuais.
Na primeira semana de março vindouro começa a janela partidária, período no qual se aguarda mais movimentos do tipo – para lá e para cá.
Polarização pode ser fatal para Ciro
Embora com dificuldades políticas em nível nacional, o presidente Lula (PT) segue sendo o rei do voto no Nordeste.
No Ceará não é diferente. Em todas as pesquisas, a oposição bolsonarista apanha de chinelo, em qualquer cenário.
O abismo eleitoral entre os polos, pró-Lula, pode catapultar a futura candidaura de Elmano.
Não por menos a oposição já pregou aviso de que pretende discutir os gargalos do Ceará: criminalidade, saúde, desenvolvimento, infraestrutura e por aí vai.
Aqui está a missão (quase) impossível dos ciristas – se e quando a campanha de Ciro chegar: isolar o Ceará da nacionalização da disputa.
De um lado, poderemos ter a tentativa de diagnósticos, para embasar o debate racional, sobre os problemas do Estado.
Do outro, a radicalização passional e dicotômica entre bolhas.
Levante a mão quem nunca assistiu a esse filme.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

