
Ninguém, com o mínimo de sensatez e experiência na crônica política, é capaz de cravar que palanques efetivos teremos em outubro, disputando os palácios do Planalto e da Abolição.
As exceções são, claro, os casos de caciques, lá e aqui, que precisam martelar seus convenientes discursos – além dos palpiteiros e torcedores – não é o nosso caso.

Quem é Erivaldo Carvalho
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Ainda estamos em fevereiro. A chamada janela eleitoral – que deverá mudar, drasticamente, as chapas proporcionais -, ainda nem começou.
O troca-troca partidário entre filiados em mandato ou que pretendem conquistar assento nos legislativos começa em 5 de março e vai até 4 de abril. Trataremos disso, em outra Coluna.
Em paralelo, correrá o prazo de desincompatibilização – também até 4/4 -, quando ocupantes de cargos públicos devem deixar os órgãos, segundo os critérios da lei eleitoral.
Então, sequer temos uma prévia de quem estará disponível para a disputa e por qual partido concorrerá. É melhor, portanto, guardarmos as fichas para quando abril chegar.
Voltando à majoritária – presidente, governador e senador. O presidente Lula (PT) há três anos é pré-candidato – mas não se sabe, ainda, contra quem.
Há fortes expectativas sobre as próximas pesquisas nacionais. Nesta quarta, 25, deve sair uma Atlas Intel; na próxima sexta, 27, Paraná. Vamos aguardar.
Pré-candidatos
No Ceará, há um visível alinhamento de aliados em prol do governador Elmano de Freitas (PT), provável candidato a mais quatro anos de mandato.
Mas, não é uma posição monolítica, imutável, 100% definitiva, prego batido, ponta virada, escrito em pedra, assinado e carimbado. É?
Na oposição, a situação é ainda mais fluida. O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) está animando a tropa, mas enfrenta uma série de variáveis – vão de questões pessoais e familiares a políticas.
Na cotação do dia, diríamos que Ciro candidato é mais um desejo da órbita dele – que não tem um nome competitivo -, do que um fato político.
Em todo o caso, o desfecho virá da posição de Ciro e dos também ex-governadores Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PSB). Ninguém sabe o que acontecerá.
Tudo somado e misturado, há, até aqui, apenas três certezas nas eleições do Ceará. Ei-las:
1) Ciro, Cid e Camilo não estarão à mesma mesa de negociações;
2) O que for decidido em um palanque impactará no outro;
3) O 1º turno das eleições será no dia 4 de outubro.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

