
Para as pessoas físicas, a taxa média de juros alcançou 61% ao ano, com acréscimos de 0,9 ponto percentual (p.p.), no mês, e de 6,7 p.p., em 12 meses.
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Os dados são de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, que foram divulgados nesta quarta, 25, pelo Banco Central (BC).
Um dos destaques é a elevação da taxa das operações de cartão de crédito parcelado, com alta de 6,8 p.p., no mês, e de 17,7 p.p., em 12 meses, alcançando 194,9% ao ano.
Após 30 dias de utilização do crédito rotativo, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito seguindo essa modalidade de juros.
Ainda assim, a carteira de cartão de crédito rotativo ainda opera com os juros mais elevados do mercado.
Apesar do recuo de 13,7 p.p., no mês, e de 26,3 p.p., em 12 meses, a taxa do cartão rotativo ficou em 424,5% ao ano em janeiro.
O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito.
Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.
Juros em alta
Considerando recursos livres e direcionados, a taxa média de juros das novas contratações de crédito chegou, em janeiro de 2026, a 32,8% ao ano, para famílias e empresas.
Houve incremento de 0,7 p.p., no mês, e de 2,9 p.p., em 12 meses.
Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação.
Saldo do crédito
No mês passado, as concessões de crédito chegaram a R$ 651,5 bilhões, resultado de um aumento de 1,5% no mês, com ajuste sazonal.
Houve elevações de 2,2% nas operações com pessoas jurídicas e de 1,6% nas operações pactuadas com pessoas físicas.
No acumulado em 12 meses até janeiro de 2026, as concessões nominais variaram 9,4%, sendo 9,7% nas operações com empresas e 9,1% com famílias.
Endividamento das famílias
Segundo os números do Banco Central, a inadimplência também vem aumentando e foi de 4,2% em janeiro.
São considerados, nesse caso, os atrasos acima de 90 dias nos pagamentos.
No segmento empresarial, o percentual situou-se em 2,6% e, no crédito às famílias, a inadimplência atingiu 5,2%.
O endividamento das famílias ficou em 49,7% em dezembro do ano passado, fechando 2025 com aumento de 1,3 p.p. no ano.
Esse número considera a relação entre o saldo das dívidas e a renda familiar acumulada em 12 meses.

