
O possível apoio do Partido Liberal (PL) ao provável candidato ao governo do Estado, Ciro Gomes (PSDB), impacta os três principais palanques até aqui conhecidos.
Se confirmada, a coligação mexerá com a própria candidatura cirista, com prós e contras; vai alterar a estratégia do Palácio da Abolição e, por último, impactará a postulação de Eduardo Girão (Novo).

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Com o grande PL junto ao pequeno PSDB, Ciro precisará de outros apoios expressivos – a exemplo do União Brasil -, sob pena de não conseguir fugir – pelo menos, tangencialmente -, da pecha de bolsonarista.
Tanto isso está no horizonte que a oposição no Estado trabalha com a ideia de liberação do palanque presidencial – uma forma de diluir o aparente desgaste.
Preces e correntes
O fardo para Ciro com PL ficaria ainda maior pelo fato de o presidenciável da sigla ser, ao que muito indica, Flávio Bolsonaro – o sobrenome tanto justifica preces quanto arrasta correntes.
Apoiadores do governador e pré-candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), trabalham com o carimbo acima – inclusive, já lembrando de impropérios de Ciro contra os Bolsonaro.
Mas alguém pode argumentar: André Fernandes (PL), o rosto mais conhecido do bolsonarismo no Ceará, quase foi eleito prefeito de Fortaleza, há menos de um ano e meio.
Ora, lá entraram muitos outros fatores. Não foi somente isso que levou André ao 2º turno. Parafraseando o ex-ministro Pedro Malan, no Brasil o passado não é tão certo assim.
Olhar governista
Na base palaciana, avalia-se que o fator PL-Ciro nacionaliza, de vez, a disputa pelo Abolição, ao contrário do que gostaria a oposição – diz querer debater os gargalos do Estado.
A mesma fonte afirma não apostar que a cúpula nacional bolsonarista libere o palanque no Ceará para os apoiadores de Ciro escolherem em quem votar para presidente da República.
Eduardo Girão: uma fonte graduada lembra 2018, quando o empresário foi eleito senador, derrotando o à época presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB).
Até hoje, oito anos depois, os bastidores da política cearense especulam sobre a engenharia política desenvolvida e a motivação para a surpreendente vitória de Girão.
Para a fonte, o senador do Novo e pré-candidato a governador, em 2026, é, diferentemente de Ciro, bolsonarista de carteirinha, o que poderá dividir os votos do tucano.
Os rumos de Luizianne
A Coluna desta quinta-feira, 26, comentou os motivos e desdobramentos da ida da deputada federal Luizianne Lins do PT para o Psol.
Vários colaboradores ponderaram que a ex-prefeita de Fortaleza estaria indo, efetivamente, para a Rede-Sustentabilidade. Houve conversas e convites com as duas siglas.
No caso da Rede, já haveria, inclusive, acordo para que Luizianne assuma posições de destaque no comando do novo abrigo partidário.
Luizianne estaria animada para disputar o Senado – possibilidade remota no PT. Psol e Rede estão federados.
Algo, entretanto, parece pacífico: a parlamentar, dificilmente, seguirá filiada à agremiação onde fez história política.
Feitas as atualizações, é justo agradecer aos alertas que chegaram e aguardar o desfecho dos fatos – com os quais a Coluna reafirma compromisso jornalístico.
Bom final de semana.
A Coluna Erivaldo Carvalho é publicada de segunda a sábado.

