
O período chuvoso no Ceará traz, além da redução das temperaturas, um peso extra no bolso dos motoristas. De acordo com o Sindipostos-CE, o consumo de combustível tende a subir significativamente quando o asfalto está molhado.
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Essa variação não é apenas uma impressão de quem dirige, mas o resultado de fatores físicos e mecânicos. A combinação de pista escorregadia, trânsito lento e uso intenso de acessórios força o motor a trabalhar acima do ritmo habitual.
O principal motivo técnico é o aumento da resistência ao rolamento. Com a formação de uma lâmina de água sobre a via, o pneu encontra mais dificuldade para girar, exigindo que o veículo demande mais força para se deslocar.
Antônio José Costa, assessor de assuntos econômicos do Sindipostos-CE, explica que o motor compensa essa barreira física com maior esforço.
“Isso resulta em um aumento direto no consumo, especialmente em trajetos urbanos”, pontua.
O trânsito mais lento, típico dos dias de chuva, é outro agravante relevante. O ritmo irregular de “anda e para” nos congestionamentos aumenta o tempo de funcionamento do motor e a necessidade de acelerações frequentes.
Além do esforço mecânico, há um salto na demanda energética dos sistemas elétricos. O uso simultâneo de ar-condicionado, desembaçadores, faróis e limpadores de para-brisa sobrecarrega o alternador, o que reflete no gasto de combustível.
Para minimizar o prejuízo, a entidade reforça a necessidade da manutenção preventiva. Manter os pneus calibrados corretamente e o alinhamento em dia é crucial para reduzir a resistência e garantir a eficiência do automóvel.
Por fim, o estilo de condução do motorista desempenha um papel decisivo. Dirigir de forma suave, evitando acelerações bruscas e mantendo revisões periódicas, ajuda a suavizar os impactos da chuva no desempenho e na segurança do veículo.

