
A proximidade do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, traz à tona debates essenciais sobre longevidade e saúde feminina. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres (7,9% da população) vivenciam atualmente a menopausa ou o climatério, ciclo que ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos e que ainda é cercado de tabus e falta de informação.
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Um dos sintomas que mais impactam a qualidade de vida nesse período são os lapsos de memória e a dificuldade de concentração. No entanto, estratégias nutricionais direcionadas podem suavizar essas mudanças hormonais.
Segundo a nutricionista Iná Moreira, do método Super Cérebro Longevidade, uma dieta rica em antioxidantes e anti-inflamatórios é fundamental para proteger a saúde cerebral.
Entre os itens essenciais, a especialista destaca o ômega 3, encontrado em peixes como salmão e sardinha. O consumo recomendado é de ao menos duas vezes por semana para reduzir inflamações e melhorar o desempenho cognitivo. Além disso, vegetais de folhas verdes e legumes coloridos combatem os radicais livres que afetam os neurônios.
Frutas vermelhas, como mirtilos, e oleaginosas, como castanhas e nozes, também desempenham papel crucial. Enquanto as frutas auxiliam na reversão de perdas de memória, as sementes fornecem gorduras saudáveis e fitoesteróis necessários para a estrutura cerebral. O azeite de oliva extravirgem completa a lista como principal fonte de gordura benéfica e vitaminas do complexo B.
Outro aliado importante são os alimentos com fitoestrogênios, a exemplo da soja. De acordo com Iná Moreira, eles ajudam a compensar a queda de estrogênio, responsável por regular diversas funções além do sistema reprodutivo.
“A nutrição é a base para combater a sensação de mente lenta causada pela oscilação hormonal”, pontua a nutricionista.
Complementando a visão nutricional, a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros explica que a menopausa não causa demência, embora possa agravar alterações cognitivas temporárias. A queda do estrogênio afeta diretamente o hipocampo, área do cérebro responsável pela memória e atenção, gerando o fenômeno conhecido como “brain fog” (névoa mental).
O estrogênio atua como um neuroprotetor, auxiliando na plasticidade sináptica e no metabolismo da glicose cerebral. Sem ele, é comum que mulheres relatem maior esforço para organizar pensamentos e dificuldades em multitarefas.
“Nossa equipe atua para identificar esses sinais e orientar as mulheres a vencerem este ciclo com qualidade de vida”, afirma Danniela.
Embora a menopausa natural não seja sinônimo de declínio cognitivo irreversível, a ciência alerta para riscos maiores em casos de menopausa precoce (antes dos 45 anos). O risco real de demência no futuro depende de um conjunto de fatores, incluindo histórico familiar, controle metabólico, nível de escolaridade e, principalmente, a manutenção de uma vida intelectual ativa e saudável.
Serviço:
Super Cérebro Longevidade
Endereço: Rua Coronel Linhares, 443, Aldeota, Fortaleza/CE
Informações: aldeota@franquiasupercerebro.com.br
Instagram: @supercerebro.aldeotace

