
O Oscar de Melhor Direção é um dos prêmios mais prestigiados do cinema mundial, mas carrega um histórico de baixa representatividade feminina.
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Em quase um século de premiações, das centenas de profissionais contemplados desde 1929, apenas três mulheres conquistaram a estatueta dourada.
A diferença de gênero é reforçada pelo número reduzido de indicações ao longo das décadas.
Até hoje, apenas nove cineastas figuraram na lista de finalistas da categoria.
Em 2026, Chloé Zhao volta a destacar a presença feminina ao ser indicada por seu mais recente trabalho, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”.
A quebra da hegemonia masculina ocorreu somente em 2010, quando Kathryn Bigelow fez história.
Ela venceu por “Guerra ao Terror”, filme que também levou o prêmio principal da noite.
Em seu discurso, a diretora dedicou a honraria aos militares que arriscavam suas vidas em conflitos pelo mundo.
Foi necessário mais de uma década para que outra mulher subisse ao palco como vencedora.
Em 2021, a chinesa Chloé Zhao foi premiada por “Nomadland”.
Aquele ano foi emblemático para a indústria, pois marcou a primeira vez que duas mulheres disputaram o troféu de direção simultaneamente.
Zhao retorna à disputa em 2026 com um recorte ficcional sobre a família de William Shakespeare.
O longa explora os acontecimentos que inspiraram a criação da peça “Hamlet”, consolidando a diretora como um dos nomes mais influentes da cinematografia contemporânea.
A vitória feminina mais recente foi registrada em 2022, com Jane Campion pelo drama de velho-oeste “Ataque dos Cães”.
Campion já possuía uma trajetória respeitada na Academia, tendo vencido o Oscar de Melhor Roteiro em 1994 pelo aclamado “O Piano”.
O histórico de indicações começou tardiamente com Lina Wertmüller, em 1977.
Desde então, nomes como Sofia Coppola, Greta Gerwig e, mais recentemente, Justine Triet e Coralie Fargeat, conseguiram furar a barreira da indicação, sinalizando uma abertura gradual da instituição.
Apesar do aumento na frequência de indicações nos últimos cinco anos, o baixo número de vencedoras mantém o debate sobre desigualdade na indústria.
A edição de 2026 é vista como um novo capítulo na busca por maior equilíbrio e reconhecimento para mulheres no comando das grandes produções.

